Os medicamentos utilizados no Brasil poderão
ser rastreados em todo o caminho percorrido desde o laboratório
até as mãos do consumidor final. A Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) colocou
em Consulta
Pública uma proposta que dispõe
sobre os requisitos mínimos para a definição
de mecanismos de rastreabilidade e autenticidade de medicamentos.
O texto está aberto a contribuições da sociedade
até do dia 3 de maio.
De acordo com o diretor presidente da Anvisa, Dirceu Raposo
de Mello, essa é a fase inicial do processo de desenvolvimento
de um sistema de tecnologia que auxiliará no combate à falsificação
de medicamentos e garantirá a rastreabilidade até o
consumidor final. “Será muito mais fácil
identificarmos exatamente para onde foram os medicamentos e de
onde eles saíram”, ressalta.
A segunda fase desse processo, segundo Mello, será a
escolha da tecnologia que atenda a todos os requisitos pré-estabelecidos
pela Agência e que possa ser utilizadas em todos os medicamentos
comercializados no País. “O crime de falsificação
sempre procura aperfeiçoar-se. O nosso trabalho é encontrar
mecanismos para que essa falsificação seja descoberta”
Requisitos
A proposta de resolução estabelece que as empresas
que desejarem desenvolver soluções tecnológicas
que possibilitem a rastreabilidade e autenticidade de medicamentos
deverão seguir algumas normas definidas pela Agência,
como o baixo custo total da implantação e aquisição
de equipamento de leitura especial para atacadistas e varejistas
e demais entes da cadeia de produtos farmacêuticos.
A solução tecnológica também deverá possibilitar
a identificação imediata da autenticidade de um
produto. “Se houver a necessidade de utilização
de mecanismos especialmente desenvolvidos para essa finalidade,
o fornecedor da solução deverá assegurar
ampla disponibilidade e acesso sem custos adicionais deste mecanismo
aos usuários”, destaca o material.
O texto também estabelece a criação de
um Identificador Único de Medicamento (IUM) e prevê a
possibilidade de rastrear as movimentações de um
produto por meio de consulta a banco de dados eletrônico
que funcione 24 horas por dia, todos os dias da semana.
A empresa responsável pelo desenvolvimento dessas tecnologias
deverá apresentar um estudo à Agência que
comprove a baixa possibilidade de falsificação.
As contribuições podem ser encaminhadas para o
endereço: Agência Nacional de Vigilância Sanitária/Assessoria
Técnica – Astec, SIA Trecho 5 Quadra Especial 57
Lote 200, CEP: 71205-050; para o Fax: (061) 3462-5354; para o
e-mail: cp08.2008@anvisa.gov.br ou
pelo site pelo site da Anvisa (www.anvisa.gov.br).
Informação: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa