ESTRATÉGIAS PARA DIMINUIR O USO DE MPI EM IDOSOS
Responsável: Ana Flávia Thomaz Lages; Aline De Cássia Magalhães E Marolina Aparecida Barroso Dos Santos
E-mail: anaflaviatl@hotmail.com
Cidade: Belo Horizonte
Local: Centro De Saúde Cachoeirinha

A Farmacêutica Ana Flávia Thomaz Lages apresenta o Projeto Estratégias para diminuir o uso de MPI em idosos. Segundo a farmacêutica, a perspectiva do Projeto Estratégias para diminuir o uso de MPI em idosos é disseminar condutas do uso racional de medicamentos em idosos, diariamente, nos eventos do Centro de Saúde e nos grupos operativos do NASF-AB, trazendo para discussão situações comuns vivenciadas pelos idosos no dia a dia, trabalhando a vulnerabilidade e elevando a qualidade de vida dessa população. Analisar as dispensações de MPI para idosos periodicamente e repassar para as equipes que, por sua vez, atenderão de forma individualizada as necessidades relacionadas a cada paciente uma vez que a classificação de um fármaco como MPI não configura uma contraindicação absoluta para o uso em idosos, entretanto, a prescrição de um MPI requer a consideração racional da relação risco-benefício.

Com a colaboração das profissionais Aline de Cássia Magalhães e Marolina Aparecida Barroso dos Santos neste projeto, a Farmacêutica Ana Flávia Thomaz Lages relata que em Janeiro de 2019, a Coordenação De Atenção à Saúde do Adulto e Idoso lançou a Nota Técnica n° 007, que alerta sobre medicamentos potencialmente inapropriados (MPI) para uso em pessoas idosas na rede SUS/BH. A UBS estudada possui uma população cadastrada de 4.769 idosos, representando 24,63% da população total atendida nesse território. Dessa forma, todas as dispensações realizadas na farmácia para pacientes idosos (> 60 anos) em abril de 2019 foram analisadas, totalizando 879. Desse total, 259 idosos apresentaram polifarmácia e 437 utilizam pelo menos um MPI. Após extração, avaliação e consolidação dos dados, o grupo responsável pelo trabalho realizou discussões dos resultados separadamente com cada Equipe de Saúde da Família e também propôs alternativas terapêuticas, desenvolvendo diversas ações voltadas ao acompanhamento de suas necessidades individuais e coletivas, através de uma visão multiprofissional que auxilia na tomada de decisões para a elaboração do plano terapêutico.

"O processo de envelhecimento populacional no Brasil vem ocorrendo de forma acelerada. Como consequência, indivíduos com 60 anos ou mais configuram uma parcela crescente da população brasileira e garantir a segurança farmacoterapêutica desses idosos é uma tarefa mais complexa do que em outras faixas", relata a farmacêutica.

 

 

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