Uol/AFP - 04/04/2018 às 12:03:12

Dez milhões de mortes por ano até 2050

O consumo global de antibióticos aumentou em 65% entre 2000 e 2015, impulsionado pelo uso explosivo em países de renda média e baixa, mas que representa uma ameaça à saúde global - apontam os pesquisadores. Publicado na segunda-feira (26) na revista americana "Proceedings of National Academy of Sciences", este estudo, baseado em parte em projeções, alerta: "o consumo global total de antibióticos em 2015 foi estimado em 42,3 bilhões de doses diárias".

Nos 76 países estudados, a absorção de antibióticos aumentou de 21,1 bilhões de doses diárias, em 2000, para 34,8 bilhões, em 2015.

Correlacionado com o aumento do PIB (Produto Interno Bruto), o nível de consumo de antibióticos aumentou particularmente nos países de renda média e baixa (LMIC): +114% em 16 anos, chegando a 24,5 bilhões doses diárias determinadas.

Para o pesquisador Eili Klein, do Center for Disease Dynamics, Economics & Policy e um dos autores do estudo, esse aumento significa "um melhor acesso aos medicamentos necessários em países com muitas doenças que podem ser tratadas com eficácia com antibióticos". Mas o pesquisador alerta: "À medida que mais e mais países obtiverem acesso a essas drogas, essas taxas (de consumo) aumentarão (...), o que levará a taxas mais altas de resistência a antibióticos". Mas essa resistência bacteriana é responsável por 700.000 mortes por ano em todo o mundo, segundo um grupo de especialistas internacionais formado em 2014 no Reino Unido.

77% de aumento

O consumo é menor em países de alta renda (HIC), com 10,3 bilhões de doses diárias. E, entre 2000 e 2015, o aumento foi de apenas 6%. A taxa de consumo por mil habitantes e por ano continua muito maior em países de alta renda. Mas em 16 anos, essa taxa aumentou em 77% para os países de renda média e baixa, enquanto diminuiu em 4% para os países ricos.
Alguns países LMIC ultrapassaram a taxa de consumo de antibióticos de países de alta renda.

Em 2015, Turquia, Tunísia, Argélia e Romênia estavam entre os seis países com as maiores taxas de uso de antibióticos, enquanto em 2000 os cinco principais países eram de alta renda.
Outro exemplo, em 16 anos, o consumo de antibióticos dobrou na Índia, aumentou 79% na China, e 65%, no Paquistão. Esses três países são os maiores usuários de antibióticos entre os países LMIC. No sentido contrário, o aumento foi marginal nos três países líderes do consumo em nações de alta renda, Estados Unidos, França e Itália, explica o estudo.

Saúde da humanidade

Os pesquisadores alertam para o futuro: "As projeções de consumo global de antibióticos em 2030, presumindo nenhuma mudança política, são até 200% superior aos 42 bilhões de doses diárias em 2015". "Eliminar esta utilização inútil (de antibióticos) deve ser uma primeira etapa e uma prioridade para cada país", disse Eili Klein à AFP.

Cerca de "30% da utilização nos países de alta renda é inadequada", ressaltam, acrescentando que o consumo considerável de antibióticos em alguns países LMIC sugere igualmente que um uso inapropriado é real. A resistência aos antibióticos poderia causar dez milhões de mortes por ano até 2050, aponta um estudo britânico recente.











Mapa do Site

Serviços Informações Institucional Transparência    Notícias Contatos Acesso Restrito
Agendamento
Anuidade 2020
Capacitações
Consultar Farmacêutico  
Consultar Protocolos
CR Web
Denúncias  
Ouvidoria
Parcelamento  
Requerimento CR
Requerimento Online
Validar Certificado
Validar CND
Validar DIR
Validar DNCE
Agenda CRF/MG  
Área Técnica / Legislações
Concursos
Direitos e Deveres
Licitações
Perguntas Frequentes
Publicações e Documentos
Requerimentos e Modelos        
Associações Farmacêuticas
Comissões
Competências
Diretoria
Estatísticas
Estrutura
Fiscalização
História
Princípios
Projetos
Responsabilidade Social
Acesso à Informação
CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Rua Urucuia, 48 - Floresta
Belo Horizonte/MG | CEP: 30150-060
Horário de Funcionamento:
De segunda a sexta, de 8h às 17h
Todos os direitos reservados. © 2020 - Desenvolvido pela Assessoria de Imprensa e Gerência de Tecnologia da Informação do CRF/MG Conselho Regional de Farmácia de MG