Comunicação CRF/MG // SES-MG - 03/10/2016 às 12:35:39

Outubro Rosa: o CRF/MG apoia esta causa!

O Outubro Rosa é um movimento que teve origem nos Estados Unidos, na década de 1990. O intuito da campanha é o de promover a conscientização das pessoas sobre a importância do autoexame e detecção precoce da doença.

Todos os anos o Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRF/MG) apoia a campanha. Neste ano damos destaque para as ações que a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) realiza. No dia 4 de outubro a SES-MG, em parceria com outras Secretarias, realiza o lançamento oficial da campanha de Saúde da Mulher (Outubro Rosa) com uma série de atividades na Cidade Administrativa. 

Diversas peças já foram disponibilizadas no site da Secretaria. Para fazer o download, acesse: http://www.saude.mg.gov.br/saudedamulher




ESTATÍSTICAS

Em Minas Gerais, o câncer de mama é o de maior incidência em mulheres. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), órgão ligado ao SUS, apontam quem são esperados 5.160 novos casos da doença em Minas Gerais, uma taxa bruta de incidência de 48,19 para cada grupo de 100 mil mulheres mineiras.

A taxa de mortalidade feminina por câncer de mama em Minas, estimada pelo INCA em 2013, é de 11,37 óbitos para cada grupo de 100 mil mulheres.

Enquanto isso, o câncer de colo do útero é o terceiro de maior incidência entre as mulheres mineiras e as estimativas apontaram 1.030 novos casos esperados no estado em 2016, com uma taxa bruta de 9,63 casos para cada grupo de 100 mil mulheres.

A taxa de mortalidade por câncer de colo de útero em Minas, estimada pelo INCA em 2015, é de 3,53 óbitos para cada grupo de 100 mil mulheres.

Dados do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA) revelam que em 2015 foram realizadas mais de 393 mil mamografias de rastreamento na faixa etária de 50 a 69 anos nas unidades de saúde do SUS em Minas Gerais. De janeiro a junho deste ano, são 174.254 mamografias já realizadas. Em relação ao rastreamento do câncer de colo do útero, o SUS em Minas realizou 997.075 exames citopatológicos (ou Papanicolau) em mulheres na faixa de 25 a 64 anos, em 2015, e 454.276 exames de janeiro a junho de 2016.

O que é o câncer de mama?

O câncer é caracterizado pelo crescimento desordenado de células, determinando a formação de tumores malignos. O câncer de mama é o tipo que possui a maior incidência e a maior mortalidade na população feminina em todo o mundo, tanto em países em desenvolvimento quanto em países desenvolvidos. Para o Brasil, em 2016, são esperados 57.960 casos novos de câncer de mama, com um risco estimado de 56,20 casos a cada 100 mil mulheres. O diagnóstico precoce é essencial para se garantir a detecção da doença em seu estágio inicial, aumentando em mais de 90% o sucesso do tratamento. Dessa forma, a mamografia bienal para mulheres entre 50 e 69 anos é a estratégia recomendada pelo Ministério da Saúde para o rastreamento do câncer de mama.

Para as mulheres que estão fora dessa faixa etária é ofertada a mamografia diagnóstica, caso haja indicação da equipe de saúde, conforme suspeita clínica. Em caso de suspeita de câncer de mama, a mamografia diagnóstica é prioritária. Para as mulheres consideradas de risco elevado para câncer de mama - aquelas com história familiar da doença em parentes de primeiro grau – recomenda-se o acompanhamento clínico individualizado. 

Quais são os sintomas do câncer de mama?

Em estágios iniciais, o câncer de mama pode não apresentar sintomas, mas é muito importante ficar atenta a certos sinais: inchaço, pele enrugada ou com depressões, pele descamativa ao redor do mamilo, secreção espontânea e alterações no mamilo.

Como se dá o tratamento do câncer de mama?

As formas de tratamento variam conforme o tipo e o estadiamento, ou seja, a avaliação do grau de disseminação do câncer. Os mais indicados são: quimioterapia (uso de medicamentos para matar as células malignas), radioterapia (radiação), hormonoterapia (medicação que bloqueia a ação dos hormônios femininos) e cirurgia que pode incluir a remoção do tumor ou mastectomia (retirada completa da mama). É importante lembrar que todo o tratamento é oferecido no Sistema Único de Saúde (SUS).

O que é o câncer de colo do útero?

O câncer do colo do útero, também chamado de cervical, é causado pela infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano (HPV). De acordo com o INCA, terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil.

Quais são os sintomas do câncer de colo do útero?

O principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de colo do útero é a infecção pelo papilomavírus humano (HPV), doença sexualmente transmissível (DST) mais comum em todo o mundo. Na maioria das vezes, a infecção não apresenta sintomas, mas no estágio avançado da doença poderá ocorrer sangramento vaginal (espontâneo, após  a relação sexual ou esforço) e dor pélvica.

É possível prevenir?

A prevenção primária do câncer do colo do útero está relacionada à diminuição do risco de contágio pelo HPV. Dessa forma, é importante a utilização de preservativo (camisinha) nas relações sexuais, e da vacina contra o HPV - neste caso indicada para meninas que ainda não iniciaram a vida sexual. Porém, mesmo se a mulher for vacinada, deve-se utilizar do preservativo, tanto para prevenir outras doenças sexualmente transmissíveis, quanto para prevenção dos tipos de HPV que não estão contidos na vacina.

O rastreamento do câncer do colo do útero no Brasil, recomendado pelo Ministério da Saúde, é o exame citopatológico (ou Papanicolau) em mulheres de 25 a 64 anos, que deve ser repetido a cada três anos, após dois exames normais consecutivos realizados com um intervalo de 1 ano.

Como se dá o tratamento?
Dependendo de cada caso, o tratamento pode culminar na retirada do tumor maligno via cirurgia ou por meio de radioterapia.

O Programa Estadual de Controle do Câncer de Mama prevê uma série de diretrizes para garantir o acesso das mulheres entre 50 e 69 anos aos exames de mamografia de rastreamento para detecção precoce da doença. Esse grupo, por exemplo, não precisa passar por uma consulta médica para ter acesso ao exame. As mulheres nessa faixa etária podem solicitar o encaminhamento na Unidade Básica de Saúde sem a realização da consulta e o agendamento pode ser feito na mesma unidade. A recomendação é que as mulheres que tiveram resultados normais na mamografia realizem o exame a cada dois anos. Para as mulheres que estão fora dessa faixa etária é ofertada a mamografia diagnóstica, caso haja indicação da equipe de saúde, conforme suspeita clínica. Em caso de suspeita de câncer de mama, a mamografia diagnóstica é prioritária.

De acordo com a Portaria Ministerial nº 1101, de 12 de junho de 2002, que estabelece os parâmetros de cobertura assistencial no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), deve existir a proporção de 1 (um) mamógrafo para cada grupo de 240 mil habitantes. Em Minas Gerais, há 20.997.560 habitantes (IBGE 2016) e 200 mamógrafos fixos prestando serviço para o SUS. Portanto, o número de mamógrafos existentes em Minas Gerais supera o preconizado pela Portaria Ministerial nº 1101.

» Clique aqui e baixe a relação atualizada dos prestadores que realizam a mamografia em Minas Gerais.


Pacientes que apresentem alterações na mamografia, e necessitam de exames complementares, podem ser encaminhadas para um dos 31 Centros de Alta Complexidade em Oncologia (Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia/UNACON, Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia/CACON e Centros de Referência de Alta Complexidade em Oncologia). A lista dos CACON/UNACON se encontra no anexo único da Resolução SES Nº 3.259, de 18 de abril de 2012.

 

O programa conta ainda com um call-center (155) com atendimento humanizado, onde as pacientes são orientadas e as atendentes lembram as usuárias sobre as datas das consultas e exames e alertam sobre a importância da realização dos procedimentos, diminuindo assim, o alto índice de faltas e abandono do tratamento.

» O exame clínico das mamas é o procedimento no qual o médico ou enfermeiro observa e apalpa as mamas da paciente na busca de nódulos ou outras alterações, e deve ser realizado conforme as recomendações técnicas do Consenso para o Controle do Câncer de Mama.

» A mamografia é a radiografia da mama, realizada por meio do mamógrafo, aparelho capaz de mostrar lesões em fase inicial e até muito pequenas, permitindo a detecção precoce do câncer de mama. 

» O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres do mundo, e o tipo que mais mata as mulheres no Brasil. Conhecer o seu próprio corpo, se cuidar e ficar atenta a certos sinais e sintomas é muito importante para prevenção e controle desta doença são atitudes fundamentais. Por isso, preste atenção nestas dicas de hábitos saudáveis:

§  A alimentação balanceada fortalece o organismo e as defesas imunológicas. Por isso, busque se alimentar de forma saudável, incluindo em suas refeições verduras, legumes, frutas, proteínas, carboidratos, cereais. Não se esqueça de ingerir muito líquido.

§  A prática de exercícios físicos, além de contribuir para o bom funcionamento do organismo, alivia o estresse físico e emocional e mantém o bom estado de espírito.

§  O controle do peso e do consumo de álcool também é uma atitude que beneficia as mulheres na prevenção do câncer de mama.

§  Atenção ao histórico familiar, que pode indicar predisposição genética para o câncer.

§  Mulheres que realizam terapia de reposição hormonal pós-menopausa, principalmente se prolongada por mais de cinco anos, devem estar atentas. O estímulo estrogênico está relacionado com o aumento do risco quanto maior for o tempo de exposição.

 

» Desde 2014 o Sistema Único de Saúde (SUS) oferta a vacina contra o HPV, vírus diretamente ligado ao câncer de colo de útero. A vacina protege contra os subtipos 6, 11, 16 e 18 do vírus. Os dois primeiros subtipos causam verrugas genitais e os dois últimos são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. Meninas que tenham entre 09 e 13 anos devem ser imunizadas, e aquelas que já receberam a primeira dose e não completaram o esquema vacinal, devem receber a segunda dose até os 14 anos para que sejam consideradas protegidas.

» A vacina contra o HPV é segura e também eficaz. Ela é licenciada em mais de 130 países, e sua segurança é reforçada pelo Conselho Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS). As Sociedades Brasileiras de: Imunizações (SBIm), Infectologia (SBI) e Pediatria (SBP), a Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pediátrica (SLIPE) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), enfatizam a necessidade das meninas brasileiras, de 9 a 13 anos de idade, receberem a primeira ou segunda dose da vacina HPV nos postos de vacinação e escolas de todo país, com o objetivo de uma adequada proteção contra as infecções causadas pelo vírus, que está relacionado ao câncer de colo do útero.

» O Papanicolau é ofertado gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde de todo o estado. Para a detecção precoce do câncer de colo do útero a orientação é que todas as mulheres com vida sexualmente ativa realizem o exame ginecológico preventivo. Se o resultado do exame for negativo por dois anos seguidos, a mulher pode fazê-lo de 3 em 3 anos.

 

Fonte: Site SES/MG - http://www.saude.mg.gov.br/saudedamulher







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